Em poucas palavras

Eu sou Musicoterapeuta (sim, isso é uma graduação) e fiz minha especialização em Arteterapia. Só um tempinho depois decidi encarar a segunda graduação, dessa vez em Psicologia.
No meio do caminho fiz alguns cursos paralelos sendo os mais importantes a formação em Biossíntese, a formação em Psicoterapia Corporal para crianças e adolescentes e a formação em Psicologia Analítica (Junguiana).

Em poucas palavras

Eu sou Musicoterapeuta (sim, isso é uma graduação) e fiz minha especialização em Arteterapia. Só um tempinho depois decidi encarar a segunda graduação, dessa vez em Psicologia.
No meio do caminho fiz alguns cursos paralelos sendo os mais importantes a formação em Biossíntese, a formação em Psicoterapia Corporal para crianças e adolescentes e a formação em Psicologia Analítica (Junguiana).

Para quem quer saber os detalhes

Eu fui daquelas adolescentes que não sabiam muito bem o que queriam estudar. Meu sonho de criança era ser bailarina, mas desisti do clássico aos 15 anos quando percebi que nunca ia ter as pernas finas das grandes bailarinas. O ponto é que nem cheguei a cogitar fazer faculdade de dança, embora sinta que não deveria nunca ter parado de dançar (mas a gente é muito radical na adolescência, não é mesmo?!).

Entre as minhas outras paixões estavam os trabalhos manuais, a música e as leituras de livros sobre autoconhecimento.

Essa mistura me levou a prestar vestibular para Psicologia e Musicoterapia. Só bem mais tarde, quando estudei sobre isso, entendi que não passei em Psicologia porque me autossabotei (zerei a prova de inglês mesmo já sendo formada pela Cultura Inglesa).

A graduação em Musicoterapia foi muito boa. Tive os melhores professores. No meio da graduação tive contato com a Arteterapia e me encantei.

Ali eu descobri que tinha que ter arte no meu trabalho.

Perto do final da graduação, época em que quase todos entram naquela crise do ‘o que é que vou fazer quando me formar?’, eu decidi começar a minha primeira formação. Escolhi a Biossíntese, associada à International Fundation for Biosynthesis, e comecei os estudos sobre terapia corporal e transpessoal. E volta e meia eu me questionava sobre ser ou não ser psicóloga, mas sempre escutava que não era necessário.

Em seguida fiz uma formação em Psicoterapia Corporal para crianças e adolescentes, dei início aos atendimentos clínicos e ao trabalho em grupo. Nessa época criei o trabalho Encontro de Deusas no qual usava mitologia, contos e outras histórias e trabalhava com Ritos de Passagem para adolescentes. Meu consultório era na verdade um ateliê de arte dentro de uma Clínica de Psicologia.

O próximo passo foi a especialização em Arteterapia, e esse período foi o mais rico e criativo que experimentei.

Meu trabalho estava amadurecendo e chamando a atenção de um dos donos da clínica onde eu trabalhava. Ganhei o meu primeiro e talvez mais importante mentor que, ao observar meu trabalho, foi direcionando meus estudos de teoria Junguiana. Esse movimento foi dando uma base de conhecimento mais sólida para o que eu fazia de maneira muito livre e intuitiva.

Quando a primeira turma da Formação em Psicologia Analítica começou eu logo me inscrevi, e o desejo de me tornar psicóloga já não era mais inconsciente. Tomei coragem e encarei a nova graduação com muita alegria.

E os anos seguintes foram de intensos e profundos estudos e formação. O trabalho com as meninas amadureceu e passou a ser também para mulheres, até concluir a graduação.

O que aconteceu em seguida é uma parte da minha história profissional que se mistura muito com a minha jornada pessoal e eu preferi contar de uma outra forma. Então, se gostou do que leu até agora e ficou curioso para saber um pouco mais, esse vídeo é para você.


 

O resto da história eu vou contar num vídeo onde vou falar sobre a Dona Duda, o tempo no sertão, a vinda pra SP, o Google e a maternidade. Depois sobre o Decola e sobre a retomada desse trabalho.


Quer saber ainda mais?


1.
Eu nasci em Salvador e cresci indo tomar banho de mar em Itapuã. Sempre amei a praia, e ela é a única coisa que me faz falta agora que vivo em São Paulo.
2.
Fiz 7 anos de balé clássico e um pouco de outras danças também. Quando desisti da dança, retomei o esporte que praticara bem pequena, o judô. Mas tudo isso ficou em algum lugar do passado.
3.
Sou a filha mais velha de três. Tenho um irmão músico e uma irmã que fez dos livros sua arte. Sou a pessoa mais sortuda do mundo por ter esses dois seres incríveis por perto.
4.
Comecei a ensinar inglês como língua estrangeira aos 19 e fiz isso por 7 anos. Cheguei até a montar uma escola com uma sócia, mas ela foi embora para os Estados Unidos e eu acabei optando pela faculdade de Musicoterapia.
5.
- A vida toda, desde meus 13 anos, eu ganhei dinheiro com arte ou artesanato. Cada hora inventava de fazer uma coisa para mim, e as pessoas gostavam, e quando eu menos esperava já estava vendendo aquilo. Tiara, pulseira, camiseta, até convite para aniversário. Isso chegou ao ápice quando comecei a costurar. A costura me levou até a criar uma marca de bolsas: a Dona Duda.
6.
Amo praia, amo sol, mas não gosto de morar no calor. A temperatura ideal para mim é máxima de 18 graus. Exceto quando vou pra praia.
7.
Fiz dois intercâmbios na vida. O primeiro com 15 anos, quando morei na Califórnia, e o segundo, já depois de formada. Essa última experiência foi muito rica porque foi durante essa viagem que criei o meu primeiro trabalho de grupo para meninas. Trabalhava na McDonald´s e no tempo livre me enfiava numa livraria especializada em estudos do Feminino Sagrado gestando e dando forma ao que depois veio a ser o “Encontro de Deusas”.
8.
Se tinha uma coisa que nunca faltava na minha casa eram livros. Sobre tudo o que você possa imaginar. Eu sou do tempo que pesquisa de escola a gente fazia com enciclopédia, e ainda consigo sentir o cheiro daqueles exemplares gigantes de capa vermelha que eu nem conseguia alcançar na estante. A loucura dos livros é tão grande na minha família que uma bibliotecária levou mais de mês para conseguir catalogar aquilo tudo. E se chegasse lá agora ainda teria muito trabalho para computar as novas aquisições que não param nunca.
9.
Tem coisas que a gente faz e depois se pergunta, como tinha coragem?! A minha (uma das, né?!) era uma travessia de caiaque de uma ponta à outra da ilha de Boipeba, na Bahia. Era uma travessia por mar aberto, e chegou a ser bem perigosa uma vez quando anoiteceu e ainda estávamos no mar. Mas era também uma das coisas mais fantásticas que já fiz (repetidas vezes). Pense num mar maravilhoso?! Era melhor.